Como transformar TIC´s em TAC´s

Certamente as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC´s) chegaram para mudar a forma como as relações profissionais, pessoais e de aprendizagem acontecem no mundo contemporâneo. A Informação nunca este tão disponível a todos, como está nos dias atuais. Basta um click e uma janela se abre a nossa frente, com históricos, conceitos, imagens, vídeos e experiências compartilhadas.

Mesmo assim, é notório o fato de que esta democratização do acesso à informação não pode ser traduzida num aumento generalizado de conhecimento por parte da sociedade. Quando se aborda esta questão no âmbito da Educação, o caminho entre o acesso à informação e a formação do conhecimento ainda geram debates entre diferentes, e ora divergentes, posições.

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Foto por Startup Stock Photos em Pexels.com

Os espaços acadêmicos muitas vezes ainda são formados por alunos do século XXI em salas de aula do século XIX. Sim, se observarmos muitas das salas de aula de hoje, a forma com que as carteiras estão dispostas e, principalmente, o modo com que as aulas são ministradas ainda encontraremos a estrutura nas quais nossos antepassados aprenderam.

Enquanto uma parcela de docentes sente-se confortável neste modelo de ensino, mesmo vendo seus alunos inquietos e pouco atentos aos monólogos conceituais, alguns outros já fizeram o caminho do autoquestionamento, passaram por processo de empatia, observando seus alunos e buscando formas que alcançassem estas jovens mentes. Este professor já sabe que a informação permeia todas as frestas da sociedade, ele não é o único que detém os conceitos e conhecimentos. Então, a relação de hierarquia em que o professor é o dono do conhecimento e “dá” informações aos alunos que não as possuem, não cabe mais no cenário atual. Ambos, professor e alunos, trocam informações dentro de uma teia de ganha-ganha.

Apesar deste docente estar conectados com as novas tecnologias e utilizá-las em suas práticas docentes, ele entende que a TIC não está no centro desta nova relação de ensino/aprendizagem, mas sim é uma ferramenta que pode auxiliar esta relação em muitos momentos. Vislumbra que é preciso ir além das TIC e entrar na abordagem das TAC´s (tecnologias de aprendizagem e conivência).

O mundo precisa mais do que habilidades cognitivas, precisa de cooperação e trabalho em equipe. E entende-se que estas habilidades não podem ser completamente sorvidas somente nos livros ou discursos, é preciso experiência-las. Para isto, faz-se necessário que as salas de aulas sejam espaços abertos para que possa experienciar o conhecimento e assim integrar estes saberes de maneira vivencial no cotidiano do acadêmico.

Sendo assim, cabe ao professor o dever de provocar estas experiências. As tecnologias da informação sozinhas não são capazes de levar os alunos por este caminho, cabe ao professor convidar, guiar e apoiar o acadêmico nesta jornada, orientando-o no desenvolvimento de sua autonomia, de sua responsabilidade e de sua solidariedade.

E este convite só faz sentido à nova geração se o conhecimento estiver conectado à sua vida. Ele aceitará esta jornada de aprendizados e se motivará para permanecer nela, se puder perceber o propósito real dos conceitos, mesmo os mais utópicos. Pois, no fim, a escola é muito mais do que um espaço para se aprender, é um espaço para se educar!

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