O professor mentor

rear view of man working in office
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Grande parte das escolas e faculdades têm investido quantias substanciais na atualização de suas tecnologias educacionais , buscando otimizar e aprimorar os processos de ensino-aprendizagem. Entretanto, este tema tem acendido o debate de que o simples uso de novas tecnologias não garante um avanço substancial na geração de conhecimento.

 

Ainda esta semana, Anthony Salcito, VP de Educação Global da Microsoft, em entrevista à Revista Época afirmou que “não precisamos de tecnologias incríveis, mas de professores motivados”, link.

Autores como Parzinello e Maman (2010), ressaltam que os professores precisam compreender o uso das novas tecnologias para, além de motivar seus alunos, compreender as dinâmica na aquisição das informações por parte destes. A informação está, literalmente, na palma da mão dos alunos de hoje e em uma velocidade cada vez mais acelerada. O espaço da sala de aula já tem se expandido para além de seus limites físicos e vem ganhando fronteiras globais.

Neste cenário de intensa transformação, é necessário que se reflita sobre o papel dos docentes na sala de aula do século XXI. O modelo que perpetua desde a Idade Antiga, em que alguns docentes se acomodam no papel de orador, já não cabe mais na realidade acadêmica atual. Como novo paradigma, seu papel passa a ser de professor-mentor, apto a auxiliar o aluno em encontrar o significado dos conceitos teóricos em suas vivências práticas, sejam elas pessoais ou profissionais. Cabe ao professor-mentor, orientar o processo de transformação da informação em conhecimento.

Por certo, esta reflexão já vem sendo levantada por autores como Dewey, desde meados do século passado. Mas com o advento das tecnologias da informação e comunicação, TIC´s, este debate ganha mais relevância e urgência.

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Photo by Christina Morillo on Pexels.com

Se hoje, o papel das SoftSkills se destacam na definição do perfil profissional, estas habilidades também se fazem necessárias aos professores, que realmente desejam se comprometer com o processo de ensino-aprendizagem de seus alunos.

 

 

À exemplo da importância da criatividade na prática docente, ressaltada por Castanho (2000), quanto cita que “o desenvolvimento da criatividade está intensamente presente quando se propõe uma nova ideia de ensinar e aprender”.

Não há como formar profissionais com habilidades voltadas aos C´s (Comunicação, Criatividade, Colaboração e Pensamento Crítico) sem que os docentes estejam desenvolvendo estas mesmas softskills. Por certo, este é um momento de mudança de paradigma educacional e novas oportunidades também se descortinam aos profissionais que desejam fomentar o seu aprimoramento e de suas práticas pedagógicas.

 

Referências:

CASTANHO, Maria Eugência L. M. A criatividade na sala de aula universitária. In VEIGA,  Ilma Passos A. e CASTANHO, Maria Eugênia L. M. (orgs) Pedagogia Universiária: a aula em foco. Campinas : Papirus, 2000

PARZINELLO, Janete Krohn; MAMAN, Daniela. Tecnologias nas sala de aula: o professor como mediador do processo de ensino aprendizagem. XXI Semana de Pedagogia, 2010. Disponível em <www.cac-php.unioeste.br/eventos/iisimposioeducacao/anais/trabalhos>. Acessado em 04 de outubro de 2017.

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